"Zombaria Com Imbecilidade..."

Autor dos textos: Frederico Teixeira // Autor do blog: Hélder Pinto
01
Jul 09

Ai, a bela cidade… onde os pássaros cagam nas estátuas e as pessoas cagam umas nas outras.

A verdade é essa, as pessoas andam tão stressadas que não querem saber de mais ninguém a não ser de si mesmas. Conseguimos ter casos de pessoas que moram em prédios e conhecem os vizinhos de vista e é porque estes vão às reuniões de condomínio. Eu acho incrível o facto de as pessoas quase não se falarem, e quando se falam é no meio de filas de transito ou quando chocam umas com as outras e dão sempre frases simpáticas como: “ “anda lá ó boi!” ou “não vês por onde andas ó filho da p***?”.

E claro, esta intolerância face aos outros leva a que as relações se tenham deteriorado. Vamos lá a ver, antes das cidades, o casamento durava a vida toda, com traições ou não, durava, até porque a mulher/homem mais próximo/a poderia estar a quilómetros de distância. Depois apareceu o divórcio, fazendo com que os casamentos durassem mais ou menos metade da vida, após esta fase, entraram na moda os casos amorosos que duravam uns meses e mais lá para a frente duravam semanas, e agora andamos nos “one night stand”. O que é que se destaca mal olhamos para estas estatísticas? A tendência da diminuição do tempo das relações amorosas ou sexuais á medida que o tempo passa. Espero é que nos fiquemos por aqui porque, caso contrário, os meus netos terão, forçosamente de ter ejaculação precoce, porque, quando for a vez deles já vamos em “5 minutes fun”. No tempo dos meus futuros bisnetos ainda será pior, vão conseguir referir-se ao inicio e ao final da relação na mesma frase enquanto esta decorre. Algo do género: “então é mesmo bom não foi?”. Não pode ser… o povo não anda bom.

Mais, antigamente, os europeus dispensaram algo essencial que nos foi deixado pelos romanos, os esgotos.

Acharam que não era preciso… podiam fazer como os pássaros fazendo as necessidades nas estátuas. Ou pior, fazendo para cima da cabeça de outras pessoas, mais uma vez, tal como os pássaros. Mas nós escolhemos algo pior que foi fazer para um baldinho e depois atiramos pela janela fora… normal. Portanto naquele tempo ao andar na rua corríamos o risco de ir a passear na rua e sermos presenteados com um banho de fezes e urina, o que me parece extremamente atractivo num ambiente citadino. Imaginem vocês a passear na rua a ler o jornal, e nisto ouvem uma expressão do género: “Cá vai alho!” e levam com a mistura orgânica em cima.

Mas felizmente este dilema do “cagalhão do antigamente” terminou porque as pessoas começaram a ver que era chato levar com aquilo a caminho do trabalho… e porque os ladrões estavam sempre á espreita para levarem com aquilo para que pudessem ver se aquela família se alimentava em condições ou não. A partir daqui decidiam se valia a pena roubar ou não.

Concluindo, acho que a cidade teve uma evolução interessante e que nos fez mudar alguns dos nossos hábitos, sendo que, todos nos somos o fruto dessa mesma evolução, até da parte dos dejectos voadores. Na cidade apinhamo-nos com pessoas que nem conhecemos, nem queremos conhecer, mas a verdade é esta: eu só volto a falar com alguém quando souber que essa pessoa tem esgotos em casa… porque caso contrário, o “one night stand” pode ser mesmo uma merda, literalmente.

 

 

Este texto foi criado com o intuito de comparar dois estilos de escrita diferentes abordando o mesmo tema, cada um á sua maneira. Para verem o texto de comparação visitem: http://letrasnocaminho.blogspot.com/

publicado por escritosdeumnescio às 11:44

4 comentários:
só assim por acaso, a expressão que se usava era "água vai" e os europeus, quando rejeitaram os esgotos, rejeitaram os canais de água dos romanos, só muitos séculos mais tarde se descobriu para que serviam.

concordo que as relações se têm vindo a deteriorar, mas a razão que tu dás é, no mínimo, disparatada. Não tem nada que ver com o aparecimento das cidades. Tem sim com a mudança do papel da mulher na sociedade. Muito depois de existirem as "grandes urbes", os casamentos continuaram a durar para sempre. Por exemplo, no Irão, ainda duram, e as cidades são maiores que as nossas. Porém, a mulher não tem a liberdade que têm as mulheres europeias.
Por isso, por pior que esta deterioração de relações seja, é só uma externalidade negativa (isto é, uma consequência secundária negativa) de uma coisa boa: a igualdade de géneros - masculino e feminino.
nuno a 1 de Julho de 2009 às 13:04

Antes de mais quero agradecer pelo comentário que fizeste ao meu texto “Cidades Divergentes”, onde explicitaste, e muito bem, a tua opinião quanto ao mesmo, opinião que respeito e concordo até certo ponto.
Peço-te, também que tenhas em conta o facto de nenhum dos textos que escrevo naquele blogue reflectir a minha opinião sobre qualquer dos assuntos mencionados. O que tento fazer são textos humorísticos que não danifiquem a imagem de ninguém em concreto, nem que ultrapassem os limites que impus a mim próprio. É verdade que os textos chegam a ser disparatados, e podes questionar a sua utilidade ou mesmo se são humorísticos ou não, mas asseguro-te que estes textos são o menos sério possível e que somente escolho um tema que muitos conhecem e satirizo-o sem grande rigor. Sei que existem pessoas que gostam e outras que simplesmente acham inútil, porém tento respeitar ao máximo qualquer opinião.
Quanto ao comentário em concreto, acredito plenamente na tua justificação no que diz respeito aos esgotos romanos, sendo que, não aprofundei o tema antes de o abordar. Porém, penso que, num blogue onde figuram tantos avisos quanto á falta de seriedade dos textos que lá se encontram não estarei assim tão afastado do conhecimento que necessitaria para abordar o mesmo tema.
No que diz respeito á deterioração das relações, tenho perfeita consciência que não foram as cidades que causaram essa deterioração, apesar de achar que podem ter facilitado em alguns aspectos, e concordo também que a igualdade de direitos pode ser um dos factores que contribuiu para que isto acontecesse, isto porque, houve uma liberdade muito maior, fosse para o que fosse. Porém, creio que não podemos ignorar o factor evolução, isto é, as relações de hoje também são fruto do que tem vindo a acontecer ao longo da história. Por exemplo, como sabes, o adultério não apareceu recentemente, marcando presença ao longo da história. Podemos ver isso através de alguns casamentos no passado, desde famílias reais que procuravam estabilizar a relação com um determinado país através do casamento entre príncipes, ou a nobreza que necessitava de dinheiro para sustentar os seus luxos e a burguesia que queria subir na hierarquia social, juntavam o útil ao agradável e combinavam casamentos, por puro interesse.
Claro que assim é muito difícil manter a fidelidade quando não sentimos nada por com quem vamos casar, recorria-se então em muitos casos ao adultério e tentavam-se ocultar paixões proibidas. Também nas obras “Os Maias” e “O Primo Basílio” de Eça de Queirós, onde, através da ficção, a sociedade da época era retratada de uma forma fiel, podemos ver que o adultério tem um papel de grande importância na obra.
Sou da opinião que a deterioração dos relacionamentos se deve não a um, nem a dois, mas sim, a vários factores que ocorrem agora, que ocorreram no passado e que tem vindo a ocorrer ao longo do tempo.
Concordo a 100% com a igualdade de direitos entre os sexos, porém, liberdade e igualdade não têm, necessariamente de levar a consequências tão negativas como esta. Como espécie que se afirmou no mundo como racional e capaz de grandes feitos, ainda não conseguimos o que será uma das grandes conquistas do ser humano, que é a honestidade para com os outros.
Mais uma vez obrigado por dares a tua opinião, e estou certo que respeitarás a minha, que é tão valida como outra qualquer, e espero que te sintas á vontade de comentar o meu blogue outra vez, se assim o quiseres, só te peço para teres em conta o facto de nada do que lá está ser minimamente sério.

Gosto de fazer destas coisas contigo.
Escritas tão diferentes...e sabes? A diferença é boa, crescemos com ela ;)

mil beijinhos
Mara a 1 de Julho de 2009 às 17:37

Epá...como sempre, estupidamente muito bem feito e pensado(já para não acrescentar porcamente e de maneira sexualmente pervertida.Embora prefire suaviza-lo e transformar esses adjectivos em duas só palavras: Visão original única[bah, corta o única]).Contudo, penso que desta vez está ainda mais estúpido e ligeiramente mais inclinado para o grau da parvoíce que já se fizera notar em todos os anteriores textos até aqui.Embora eu prefira chamá-lo de oposto ao senso comum....Bah, Karga pas palavras finórias de treta, tanto faz.Tá estúpido e por isso tá fixe e acabou.Quem diz o contrário é....é estúpido vá. Epá man mostrei aos gajos da minha turma do Pires e tivemos todos pa lá o pessoal a beber umas jolas e a fumar uns charros(menos eu senão era internado...fiquei só a ver), a fazer lance pa crowd surfings mas não havia crowd, mais precisamente pó pc enquanto liamos todos o teu texto.Bah foi fixe, partimo-nos a rir enquanto dávamos uns acordes no estúdio e olhavamos pas tuas opiniões respeitáveis no PC.Continua assim pa dares mais mokas ao pessoal, bem o que deu foram os cacetes ,mas também contribuis pa isso.Fica bem man e Feliz Natal.Já sbs kem fala pela linguagem.
Anónimo a 1 de Agosto de 2009 às 13:03

Sobre Este Blog
Olá! Este blog foi criado com o intuito de ser uma escapatória para onde pudesse libertar toda a estupidez, critica, e espécie de humorismo que tenho na minha pessoa. Esperem encontrar aqui textos estúpidos e também, textos muito estúpidos onde será abordada a realidade de Portugal e do resto do mundo sem qualquer tipo de seriedade. Desde textos mais antigos, a textos mais recentes, os assuntos mudam mas a estupidez mantém-se. Aqui podem compreender melhor a sociedade portuguesa principalmente a partir das 14:39. Este blogue é também uma forma de responder às questões que fazem Portugal pensar como por exemplo: “porque é que a minha prima Ana é parecida com o professor de equitação da minha tia Alzira?”. Faço isto porque acredito que há sempre lugar para mais um estúpido especialmente neste país. Lembrem-se estes textos aqui publicados não reflectem a minha opinião sobre qualquer dos assuntos mencionados, sendo, apenas, pura e simples sátira.
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